Tudo começou numa pesquisa. Minha mulher está adquirindo equipamentos para tatuagem e estou auxiliando nessa pesquisa mercadológica. Sem maiores problemas. Mas algo chamou minha atenção em toda essa incursão pelo mundo das tattoos: a língua portuguesa e as tintas para tatuagem.
Inúmeras páginas virtuais de tatuadores conceituados no mercado possuem erros de português. Veja bem, compreendo que todos são passíveis de erro (assim como eu), e não costumo implicar com um erro ou outro. O problema é que num mesmo texto encontro erros grosseiros, que qualquer editor de texto seria capaz de corrigir, como por exemplo "cosseira", em vez de coceira.
Inúmeras páginas virtuais de tatuadores conceituados no mercado possuem erros de português. Veja bem, compreendo que todos são passíveis de erro (assim como eu), e não costumo implicar com um erro ou outro. O problema é que num mesmo texto encontro erros grosseiros, que qualquer editor de texto seria capaz de corrigir, como por exemplo "cosseira", em vez de coceira.
Mas o principal ponto que atraiu minha atenção foram as tintas para tatuagem. Observei que muitas das que são comercializadas tem uma aparência de "feita em casa". O assunto é delicado e merece um olhar mais atento, pois essas tintas, com toda sua composição, penetram através da pele e chegam ao organismo.
Numa breve pesquisa notei que existem outras pessoas preocupadas com o tema. Ao contrário do que se possa pensar, as tintas não tem componentes vegetais. Normalmente possuem elementos químicos como ferro e plástico. Esses elementos, em baixas quantidades esporádicas, não chegam a afetar a saúde do tatuado, mas poderia representar sérios danos para o profissional descuidado, assim como para um pintor de quadros, ao usar tintas com esses elementos.
Fosse apenas isso, o assunto nem mereceria atenção. Mas acontece que muitas tintas comercializadas pelo país não passam por vigilância. Salvo engano, parece que a ANVISA está tentando regulamentar este setor do mercado, mas ainda não sei como isso funciona exatamente na prática. Sei é que são comercializadas tintas misturadas com água e até mesmo algumas que seguem o modelo "feito em casa", mas recebem o rótulo com nome de empresa. Existem poucas marcas que recebem certificação, pelo que pude notar.
Normalmente, o sujeito que deseja fazer tatuagem preocupa-se com a capacidade de desenho do tatuador, com a esterilização do equipamento e o uso de agulhas descartáveis. Mas o item tintas acaba passando em branco. As tintas de má qualidade, além de causar danos e alergias, tem um péssimo resultado artístico. Pretendo investigar melhor esse assunto e colocar aqui mais informações em breve. Por hora, fica a sugestão: pergunte ao seu tatuador que tipo de tinta ele usa, importada ou nacional, qual o fabricante e se possui certificação.
(Foto que fiz da tatuadora Elisa Nobre em 2009).
